O departamento de Investigação e Documentação recolhe e trata informação sobre Azulejo e Faiança, com especial atenção à de produção e uso em Portugal, com o objectivo de desenvolver o conhecimento necessário à correcta classificação dos patrimónios e à sua divulgação em exposição permanente, exposições temporárias, catálogos e outras publicações.
Para o efeito, tem-se procedido ao registo documental de conjuntos azulejares in situ, de azulejo e de outras produções cerâmicas existentes em colecções públicas e privadas, e à pesquisa de fundos arquivísticos e espólios documentais relacionados com centros de produção, fábricas e autores de Azulejaria e Cerâmica antiga e contemporânea. |
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O grande investigador do Azulejo,
João Miguel dos Santos Simões, fundador e primeiro responsável pelo Museu do Azulejo, apontou a necessidade de um Centro de Estudos de Azulejaria, apoiado por uma Biblioteca temática e com um Boletim para divulgação de trabalhos de investigação.
Em homenagem a Santos Simões foi criada, em 2006, a
Rede Temática em Estudos de Azulejaria e Cerâmica João Miguel dos Santos Simões, com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia.
A partir de 1987, a investigação tornou-se uma das prioridades do Museu, passando a ser desenvolvida de forma sustentada, com a criação da
Biblioteca e Centro de Documentação, o início de projectos de investigação sobre Azulejo e a Faiança portugueses, estudos tornados públicos em exposições temporárias com os respectivos catálogos, e pela publicação da revista Azulejo, aberta a investigadores nacionais e estrangeiros.
Tem-se progredido no conhecimento nesta área, desenvolvendo projectos de investigação que cobrem estudos diversificados, temática e cronologicamente, sobre centros de produção e de direcções de gosto do Azulejo e da Faiança portugueses dos séculos XVI ao XX, a obra de autores contemporâneos, o levantamento de fontes iconográficas da azulejaria e a fixação de normas e terminologias para a Cerâmica.
Contacto:
João Pedro Monteiro